Outono Europeu’2008 - Viagem à Itália e França!
Londres e Amsterdam foram incluídas no roteiro por duas razões: A primeira, para visitar um sobrinho que vive lá e ‘matar a saudade’ do lugar, pois também vivi em Londres durante três maravilhosos anos quando ainda jovem, estudando no Chelsea College (University of London), embora sempre tenha ido lá quando estou na Europa. A segunda, a pedido dos amigos que nos acompanharam - que queriam conhecer a capital do reino holandês e visitar alguns lugarejos do interior (onde pudessem ver de perto moinhos de vento, visitar fazendas de produtores de queijos etc.).
De Amsterdam voamos direto para Milão (Itália, região da Lombardia), a partir de onde passamos a fazer o roteiro com uma VAN Renault. Ainda em Milão, fomos a COMO e BELLAGIO, fazendo um passeio de barco pelo Lago de Como durante um dia todo, deliciando-nos com as paisagens pitorescas à beira do famoso lago e degustando vinhos do mais respeitado produtor da região: Cà del Bosco/Franciacorta.
Partindo de Milão, fomos direto para Bologna (onde está a mais antiga Universidade Italiana, construída no século 11), passando por Parma (dos festejados queijos e embutidos) e Modena (dos vinagres Balsâmicos). De lá direto para Firenze (das artes, banhada pelo rio Arno). A próxima parada foi Siena (a segunda cidade mais importante da Toscana - e foi a principal entre os séculos 13 e 16, quando a peste a atingiu e Firenze ganhou poderio). Palco do Palio, maior festa da Toscana e uma das mais tradicionais de toda a Itália, Siena é tradicional e extremamente bem preservada - parece que quase nada mudou, pelo menos nas fachadas, nos últimos 800 anos! Cercada pelo Vale de Chianti, onde é produzido o famosíssimo vinho e também excelentes azeites, Siena é um ótimo centro gastronômico.
Entre as duas maiores cidades da região da Toscana, levei meus amigos para conhecer pequenas pérolas: Monteriggioni - minúscula, parece um cenário de filme. San Gimignano - cidade também pra lá de especial, construída sobre um monte, conta com uma série de torres construídas entre os séculos 11 e 13, verdadeiros arranha-céus da Idade Média. Aqui se produz um outro tipo de vinho típico da região, o Vernaccia di San Gimignano. Em seguida, ao sul de Siena, fomos a Montalcino, terra do famosíssimo vinho Brunello di Montalcino, onde saboreamos um ‘BIONDI SANTI’ e um ‘VAL DI SUGA - ANGELINI’ na ‘fonte’, este elaborado por TENIMENTI ANGELINI - tão especial quanto o primeiro, mas ainda pouco conhecido no Brasil - do qual trouxe uma garrafa da sua ótima safra de 1999, além de outros lá degustados.
Saindo da região da Toscana entramos na Ligúria e fomos direto à Savona, já quase na Riviera Italiana, e de lá até o Principado de Mônaco e depois Nice, na Côte D’Azur (França), de onde também fui mostrar outros lugares que encantaram nossos amigos acompanhantes: Cap d’Antibes, Saint Raphael, Fréjus, Cannes (que é o epicentro do glamour!) e a medieval Saint Paul de Vence - que conquista os turistas com seus castelos, artistas, museus, bons perfumes e restaurantes. (Para quem não sabe que ela existe, seria apenas mais uma muralha medieval se não escondesse uma das mais charmosas ‘villages’ da região! Ladeiras e vielas parecem se multiplicar nos caminhos de Saint-Paul-de-Vence, que fica a 18 km de Nice e 26 de Cannes). Bom lembrar que, enquanto na Côte D’Azur, em nossos jantares só degustamos vinhos produzidos na região da Provence (rosés do Château de Vanniéres) e Bandol (os famosos Banyuls, de Michel Chapoutier).
Deixando a Côte D’Azur, entramos na região da Provence e da Côtes-du-Rhône, seguindo até Avignon, cidade medieval e palco de grande parte da história da França. É a cidade natal do pintor Paul Cézanne, e onde também está o Palácio dos Papas, que serviu de residência dos papas fugidos da guerra civil que atingia Roma, no século 14. O prédio tem 50 mil metros quadrados de área, praticamente pelado em razão de um grande incêndio no ano de 1.413. É também nos arredores de Avignon que se produz o célebre vinho Châteauneuf-du-Pape, elaborado com até 13 tipos de uvas diferentes, mas com predominância da grenache, casta nobre da região. Um dos seus melhores produtores é o Château de La Gardine (quem quiser experimentá-lo aí em Manaus, minha amiga Janete Fernandes tem ele na Adega do seu Palazzolo).
A partir de Avignon entramos na Bourgogne, passando por Beaune (a capital do vinho) e Dijon (a capital da região, da mostarda e do cassis), seguindo direto para Villefranche-Sur-Saône (capital do ‘Pays Beaujolais’ - Sul da Bourgogne). Aqui, para deleite dos nossos acompanhantes, fomos recepcionados pelos meus queridos amigos franceses Yvianne e Pierre Defay com um farto e delicioso ‘déjeuner’ (almoço) em sua residência - Château de Chénevert - localizada no meio dos vinhedos de Gleizé e ao redor dos ‘villages’ produtores do vinho mais consumido na França - Beaujolais! Eles ainda foram nossos cicerones em visita a vários vilarejos na região e nos despedimos jantando num renomado e histórico restaurante familiar de outros amigos da região.
Deixando Villefranche-Sur-Saône (cidade localizada 34 km ao norte de Lyon), fomos direto à Paris, onde permanecemos uma semana, encerrando nossas férias do Outono Europeu’2008 e retornando ao Brasil... Foi ótimo, pois a Europa continua linda e maravilhosa!


2 Comments:
Prezado Pedro,gostei do seu roteiro, pero tenho
uma quaestione:
Quanto tempo levou de Milão até a Provence?
Vc foi de carro? Acha que uns 15 dias dá pra fazer bem?
Obrigado,
Argonauta
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